Solução de tecnologia da Mid é reconhecida e recebe prêmio no Falconi Awards 2026
A Plataforma Mid acaba de receber o prêmio no Falconi Awards 2026, entregue durante o Encontro Falconi 2026, no WTC em São Paulo. O reconhecimento foi para o projeto que trouxe a gestão de resultados da Mid para dentro da própria plataforma. Com a mudança, acabou a dependência de uma solução externa para sustentar metas, indicadores e planos de ação dos clientes.
O projeto envolveu times de tecnologia, dados, UX, suporte e customer success. André Reichelt, Gerente Regional da Mid, e Nathalia Freitas, product manager responsável pela frente, apresentaram o case ao prêmio. A plataforma reúne hoje mais de 5 mil usuários, mais de 2 mil indicadores de gestão cadastrados e mais de 40 mil reuniões registradas.

Da solução externa para dentro de casa
Antes da migração, a rotina de gestão dependia demais da presença do consultor. Meta, plano de ação, indicador e registro de reunião viviam espalhados entre ferramentas e ambientes diferentes. Cada troca de ambiente cobrava um pedaço da atenção de quem precisava daquilo para decidir.
Quem sentia primeiro eram os gestores da empresa cliente. Procurar em três lugares o que ficou combinado na reunião anterior parece um atrito pequeno. Repetido toda semana, ele faz a rotina de gestão perder aderência sem que ninguém tenha decidido abandoná-la.
Para quem tinha menos familiaridade digital, o desgaste era maior. E como o uso ficava disperso, o consultor demorava a perceber que a rotina estava esfriando. O apoio chegava mais tarde do que deveria.
A reconstrução seguiu quatro etapas:
- Diagnóstico: escuta dos usuários e mapeamento de uso.
- Redesenho: construção das jornadas prioritárias.
- Construção: ciclos curtos com times multidisciplinares.
- Implementação: migração em ondas.
O histórico de cada cliente foi preservado na virada. Ninguém precisou recomeçar a gestão do zero.
Consultoria com tecnologia própria: por que esse movimento cresceu
O prêmio registra um caso particular de um movimento mais amplo. Toda consultoria de gestão trabalha com regras próprias sobre como uma meta vira rotina. Essas regras definem como a meta é desdobrada da empresa até a área e qual fórmula calcula cada indicador. Definem também o que precisa estar escrito num plano de ação e em que momento um desvio exige contramedida.
Quando essas regras moram dentro do software de outra empresa, qualquer ajuste depende de outra equipe. O pedido entra na fila de prioridades de quem desenvolveu a ferramenta. E o que não cabe na ferramenta acaba virando controle paralelo em planilha.
“Quando a ferramenta de gestão de resultados passa a ser própria, o time de produto ganha autonomia para transformar as necessidades da metodologia e das regras de negócio, ouvindo os consultores e o time de operações. Antes, a gente dependia de um time parceiro para qualquer ajuste ou melhoria na ferramenta deles, que tinha o roadmap e as prioridades próprias. Dentro de casa, a gente consegue testar mais rápido, aprender e evoluir. Para o time de produto, o que muda é a capacidade de decisão e execução da plataforma.”
Para o cliente, isso significa que a ferramenta onde a gestão dele acontece evolui a partir do que os consultores encontram nos projetos. Não a partir do que um fornecedor de software decidiu priorizar para o mercado inteiro.

A camada que o ERP e o BI não cobrem
A adoção de ERP entre empresas brasileiras chegou a 36% em 2025, contra 34% no ano anterior, segundo a pesquisa TIC Empresas 2025 do Cetic.br. Vale uma ressalva sobre o recorte. A pesquisa classifica porte por número de empregados e cobre empresas com dez ou mais funcionários. É uma régua diferente do critério de faturamento usado pela Mid.
Por isso o dado serve como retrato de mercado, não como recorte exato do middle market. Ainda assim, o padrão é reconhecível: muita empresa com sistema instalado continua decidindo meta em planilha.
O motivo é a divisão de funções: o ERP registra transação, o BI mostra a série histórica de um indicador. Nenhum dos dois guarda a meta do trimestre, o nome de quem responde por ela e a contramedida acordada na última reunião. Essa divisão está detalhada no artigo sobre as quatro camadas de um sistema de gestão empresarial.
A Plataforma Mid ocupa justamente essa camada. Meta, desdobramento por nível, indicador, plano de ação, responsável, prazo e registro de reunião ficam no mesmo ambiente. A base de indicadores traz mais de 2 mil KPIs com fórmula de cálculo, unidade de medida e polaridade já definidas. É a diferença entre um campo em branco esperando que alguém invente um indicador e um ponto de partida testado em projeto real.
Obstáculos superados
A parte menos confortável do case é também a mais reveladora. Tecnologia, suporte, negócio e consultoria chegaram ao projeto com leituras diferentes sobre o que o produto deveria ser. Alinhar essas visões consumiu tempo antes de qualquer linha de código.
O segundo conflito foi de ritmo. Havia pressa para fortalecer a estratégia digital, e pressa costuma cobrar a fatura na qualidade. A resposta do time foram entregas incrementais em ciclos ágeis e migração em ondas, em vez de um corte único.
O terceiro obstáculo foi o mais sutil. Digitalizar não significava reproduzir o que já existia. A tentação natural era transportar a estrutura antiga para a tela nova, o que teria preservado a complexidade junto com o método. Simplificar a experiência sem diluir o rigor metodológico foi a decisão mais difícil do projeto.

O que mudou para os clientes da Mid Falconi?
Para a empresa que trabalha com a Mid, o principal ganho não está no troféu. Está na possibilidade de reunir metas, planos de ação, indicadores e históricos de reuniões em um único ambiente, com uma ferramenta que evolui de acordo com as necessidades de quem a utiliza.
Na prática, ter números confiáveis e painéis organizados resolve apenas parte do desafio. Se o time discute um desvio durante a reunião, mas não acompanha as decisões até o encontro seguinte, o problema não está no sistema de registro. Está na ausência de uma rotina que conecte análise, decisão e execução.
Conheça a Plataforma Mid e descubra como método, consultoria e execução podem se integrar em uma rotina de gestão contínua e acompanhável.
Sobre a Plataforma Mid
A Plataforma Mid é a tecnologia proprietária da Mid para a gestão de metas, indicadores, planos de ação e registros de acompanhamento. Atualmente, o ambiente conecta mais de 5 mil usuários e reúne mais de 2 mil indicadores de gestão e 40 mil reuniões registradas. Além disso, todos os projetos incorporam o método Mid. Nesse ecossistema, o Mid Goals atua como o módulo dedicado à gestão de metas e indicadores.
Sobre a Mid
A Mid é a divisão da Falconi dedicada às médias empresas. Em suas soluções, combina o método de gestão desenvolvido pela Falconi ao longo de quatro décadas com tecnologia própria e acompanhamento consultivo. A empresa organiza sua atuação nas trilhas Mid Pro, Mid Plus, Mid Expert e Mid Prime e atende setores como bens de consumo, construção civil, finanças, indústria e tecnologia.
FAQ
O Falconi Awards é um prêmio externo?
Não. O Falconi Awards é um reconhecimento interno da Falconi, organizado em categorias e voltado a projetos conduzidos pelos próprios times da consultoria. Ele registra a relevância do projeto dentro da organização e não substitui validação de mercado. Quem valida a Plataforma Mid do lado de fora são as empresas que a usam na rotina.
O que é o Mid Goals?
Mid Goals é o módulo de gestão de metas e indicadores que fica dentro da Plataforma Mid. É onde a meta, o desdobramento por nível e o acompanhamento do resultado são registrados ao longo do ciclo de gestão.
A Plataforma Mid faz sentido para quem já tem ERP?
Sim, porque as duas resolvem perguntas diferentes. O ERP responde o que aconteceu na operação; a plataforma de gestão responde se a meta será batida e o que muda se não for. Empresas que trocam uma pela outra costumam perder controle operacional ou seguir sem rastreabilidade de compromisso.
A plataforma funciona sem rotina de reunião definida?
Não com resultado consistente. Software organiza uma disciplina que já existe, ele não cria a disciplina. Sem data marcada, dono de indicador e pauta padrão, qualquer ferramenta de gestão vira arquivo morto no segundo mês.
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